Bom Dia! Boa Tarde! Boa Noite! ... Boas escolhas!

A vida é feita de escolhas, cada escolha, uma renúncia.

Sunday, March 20, 2011

Fulanas de Tal Baixada Fluminense
Apresenta:

"Homenagem às Mulheres no Dia Internacional da Poesia"
www.poesiasfulanasdetal.blogspot.com
www.livroderua.wordpress.com
www.livrolivreni.wordpress.com

Nosso e-mail:

fulanasdetal@yahoo.com.br

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Com o objetivo de homenagear as mulheres iguaçuanas pela passagem do Dia Internacional da Mulher, o Grupo Feminino Cultural da Baixada Fluminense Fulanas de Tal, em parceria com o Projeto Livro de Rua; Movimento Baixada Literária e Livro Livre Nova Iguaçu, uniram-se na proposta de libertar
livros para MULHERES, no Calçadão de Nova Iguaçu, na próxima segunda-feira - 21/03, Dia Internacional da Poesia" a partir das 10h na Praça Ruy Barbosa.


O grupo tem a liderança de Ivone Landim, Gabriela Boechat, Camila Senna, Aline Merilene, Yasmim Tainá, e Claudina Oliveira.

O sexteto divulga seus ideais e artes no blog Poesias Fulanas de Tal.

Atenção: Se você quizer libertar um, dois, três, quatro, cinco, dez, cem, quinhentos, mil, ou um milhão de livros, esta é a hora. Pegue o espanador, retire a poeira da capa, ponha numa sacola, e venha libertá-los conosco. Chegue um pouquinho mais cedo, pois vamos inserir aquela ‘etiqueta da libertação’. Até lá!



Tuesday, August 10, 2010

Periferia *

Ela caminhava molenga, úmida entre as côchas, sob o calor de 39 graus naquele bairro periférico, num domingo de início de mês, onde a população se movimentava freneticamente em compras de alimentos e quinquilharias.

Quando entrava numa das empoeiradas lojas, não compreendia a passividade dos atendentes diante do mormaço e da obrigação de estarem ali, em pleno domingo de descanso partilhando de todo aquele frenesi.

Eram ruas movimentadas de carros, ônibus, bicicletas e motos. Faixas multicoloridas atravessando as ruas anunciava mais um baile funk. Rádio de poste gritava a promoção de carne seca e picolé de côco.

E mais lojas se erguiam nas ruas estreitas, entulhadas de lixo, com seus animais pestilentos e magros em busca de restos.

Aquele progresso desordenado sob uma tarde de inverno com temperatura de verão lhe causava uma certa inquietação. Conjecuturava acerca da sua importância dentro daquele contexto social. Ela usufruía daquele movimento contínuo de luta pela sobrevivência.

O seu vestido de tricoline estampado de vermelho e azul foi comprado numa loja de departamentos fresca de ar condicionado com propaganda na TV. Sua nuca suava debaixo dos encorpados fios de cabelos cuidadosamente pranchados por uma gorda cabelereira não sindicalizada dum salão próximo à sua casa. E mesmo assim ela queria estar longe dali, daquele vai e vem de gente que trabalha loucamente para consumir pantominas e breguelés do progresso do mundo que gira, se aquece e se inunda de destroços e fantasias.

Talvez ela se esquecece de tudo, e se dirigise pra 8 kilômetros dali, mergulhasse numa cachoeira mesmo apinhada de gente, da mesma gente.

*Aurbana
Periferia *

Ela caminhava molenga, úmida entre as côchas, sob o calor de 39 graus naquele bairro periférico, num domingo de início de mês, onde a população se movimentava freneticamente em compras de alimentos e quinquilharias.

Quando entrava numa das empoeiradas lojas, não compreendia a passividade dos atendentes diante do mormaço e da obrigação de estarem ali, em pleno domingo de descanso partilhando de todo aquele frenesi.

Eram ruas movimentadas de carros, ônibus, bicicletas e motos. Faixas multicoloridas atravessando as ruas anunciava mais um baile funk. Rádio de poste gritava a promoção de carne seca e picolé de côco.

E mais lojas se erguiam nas ruas estreitas, entulhadas de lixo, com seus animais pestilentos e magros em busca de restos.

Aquele progresso desordenado sob uma tarde de inverno com temperatura de verão lhe causava uma certa inquietação. Conjecuturava acerca da sua importância dentro daquele contexto social. Ela usufruía daquele movimento contínuo de luta pela sobrevivência.

O seu vestido de tricoline estampado de vermelho e azul foi comprado numa loja de departamentos fresca de ar condicionado com propaganda na TV. Sua nuca suava debaixo dos encorpados fios de cabelos cuidadosamente pranchados por uma gorda cabelereira não sindicalizada dum salão próximo à sua casa. E mesmo assim ela queria estar longe dali, daquele vai e vem de gente que trabalha loucamente para consumir pantominas e breguelés do progresso do mundo que gira, se aquece e se inunda de destroços e fantasias.

Talvez ela se esquecece de tudo, e se dirigise pra 8 kilômetros dali, mergulhasse numa cachoeira mesmo apinhada de gente, da mesma gente.

*Aurbana

Thursday, June 18, 2009




O que os olhos dizem.



Você tem o hábito de conversar olhando nos olhos de outra pessoa?

Vamos ver se realmente tem treinado isso?

Consegue ler os olhos alheios e decifrar suas emoções e significados?

Divirta-se!!!

http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testes/olhos/olhos_01.asp


Eu gostei tanto que resolvi trazer para você esse teste. Não é vírus pode entrar a vontade.

Vale muito a pena.

Sucesso no teste.

Tuesday, February 14, 2006





E
la sente um desejo enorme de convivência. Olha nos olhos das pessoas buscando uma mensagem que possa interagir. Um dia, sentiu-se exposta. Estava reunida junto a um grupo com mais oito pessoas. O local era excessivamente iluminado, e nesse dia ela estava descalça. Essa mulher tem vergonha de seus pés rechonchudos, e pela forma de sentar-se,
buscava comportá-los. Primeiro unindo os joelhos, ajustando as pernas e esforçando em alinhá-los de modo parecerem elegantes. Notei as inúmeras vezes em que ela sobrepunha o pé direito sobre o esquerdo, de modo que os calcanhares ficaram elevados, enquanto os teimosos dedos espremidos apoiavam-se no piso de madeira encerado. Quando se esquecia dos pés, era com as mãos sua maior preocupação. Mãos em prece, mãos reflexivas... Esquerda sobre a direita? Direita sobre a esquerda? Essa mulher quer comunicar, quer ser comunicada. E ela consegue. Por vezes vi seus gestos serem instintivamente copiados. Nesse dia ela estava calada, no sentido da palavra. Apenas seus gestos ansiosos e um sorriso, nos lábios, nos olhos. Ah seus olhos! O desejo que ela tem nas entranhas, ela derrama naqueles olhos furta-cor. Às vezes penso que ela quer rir, rir-se de uma alegria inominável, só por estar ali, com gente, convivendo se vendo... Quando ela fala, perde-se um pouco do encanto, mas basta fixar-se nos seus olhos e receber ainda fagulhas desse desejo de com-viver!